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São Miguel Carne

Torresmos de molho de fígado à moda de São Miguel

Receita de torresmos de molho de fígado à moda de São Miguel, prato da matança do porco: carne em vinha-d'alhos cozinhada devagar com fígado.

Rende
8 pessoas
Preparação
30 min
Confeção
2h
Espera
12h
Dificuldade
Média

Os torresmos de molho de fígado pertencem à matança do porco: eram cozinhados e comidos no próprio dia da desmancha. A carne de porco passa a noite em vinha-d'alhos e coze depois lentamente na gordura que vai largando; o fígado entra no fim e dá corpo ao molho.

A receita muda de ilha para ilha e de casa para casa. Esta é a versão de São Miguel, que se come bem quente, acompanhada de inhame ou batata-doce.

Modo de preparação

  1. Corte a carne de porco em pedaços grandes; as partes mais gordas devem ficar em pedaços mais pequenos.

  2. Num almofariz, pise os alhos com sal grosso e a massa de pimenta até obter uma pasta. Junte o vinagre e o vinho branco, mas guarde um pouco do vinho para o fígado.

  3. Envolva bem a carne nesta vinha-d'alhos, tape e deixe no frigorífico até ao dia seguinte.

  4. Corte o fígado em fatias grossas e tempere-o à parte com um pouco de sal, pimenta e o vinho reservado. Guarde-o também no frigorífico.

  5. No dia seguinte, ponha o louro, a pimenta em grão e os cravinhos no fundo de um tacho largo e espalhe por cima os pedaços mais gordos. Leve ao lume médio.

  6. Quando a gordura começar a ferver, junte a restante carne com a vinha-d'alhos (e o colorau, se usar) e deixe cozinhar, a mexer com frequência, até o líquido reduzir e os torresmos começarem a alourar.

  7. Junte o fígado com o seu tempero e deixe cozer em lume brando, a mexer de vez em quando, até o fígado estar bem cozido.

  8. Retire parte da gordura que ficar à superfície e sirva os torresmos bem quentes, com inhame ou batata-doce cozidos.

Dicas

  • Escolha cortes com alguma gordura, como entrecosto e toucinho entremeado: é essa gordura que coze os torresmos.
  • Sem massa de pimenta, use massa de malagueta ou pimenta vermelha moída; há quem junte também uma colher de chá de colorau.
  • Antigamente, o que sobrava guardava-se coberto pela própria gordura. Hoje, guarde num recipiente fechado no frigorífico e consuma em poucos dias.

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