Chá Gorreana
- Distância
- 3,3 km
- Duração
- 1h30
- Dificuldade
- Fácil
São Miguel · PRC43SMI
Percurso geológico entre o Pico das Camarinhas e a fajã lávica da Ferraria, com crateras, falésias e águas termais.
Estado verificado · 25 de julho de 2026, 14h44
Informação não oficial que pode mudar a qualquer momento. Confirme o estado do trilho antes de iniciar o percurso.
Pico das Camarinhas–Ponta da Ferraria é um circuito de 3,6 quilómetros dedicado à história vulcânica recente do extremo oeste de São Miguel. A partida no Miradouro da Ilha Sabrina recorda a erupção submarina do século XIX que fez surgir temporariamente uma pequena ilha ao largo. A partir dali, o caminho sobe ao Pico das Camarinhas, cone vulcânico formado numa erupção terrestre anterior.
O alinhamento de crateras e o Caminho Velho conduzem progressivamente à costa. Na descida pela Rua da Ilha Sabrina, a arriba expõe camadas de pedra-pomes, materiais piroclásticos e outras marcas de episódios eruptivos diferentes. Já na Ferraria, a plataforma de lava apresenta arcos, cavidades, filões, um pseudocratera e fragmentos de rocha incorporados pelo magma. O conjunto funciona como uma secção aberta da geologia, em que formas e texturas podem ser observadas à escala do percurso.
Junto ao mar, uma nascente termal aquece a água numa piscina natural durante a baixa-mar, desde que as condições marítimas sejam seguras. O regresso ao miradouro completa uma rota fácil de cerca de duas horas e meia. Apesar da classificação, crateras, arriba e costa exigem respeito pela marcação. O valor do circuito está em ligar erupções, erosão marinha e uso balnear num único território em permanente contacto com o Atlântico.
Parta do Miradouro da Ilha Sabrina e siga a subida marcada ao Pico das Camarinhas. Contorne o setor das crateras sem abandonar o caminho e tome o Caminho Velho em direção à Ferraria. Desça pela Rua da Ilha Sabrina até à plataforma costeira, acompanhando os pontos geológicos assinalados. A piscina termal fica junto ao mar, mas a entrada na água é independente da caminhada e depende da maré. Retome o ramo de regresso indicado até alcançar novamente o miradouro. Reserve cerca de duas horas e meia para completar os 3,6 quilómetros e mantenha uma margem de luz diurna, incluindo o tempo necessário para derivações e paragens.
Mantenha-se afastado dos bordos das crateras e da arriba, onde vento e terreno solto aumentam o risco de queda. Na Ferraria, não entre na piscina natural fora da baixa-mar nem com ondulação forte; a água e as rochas podem tornar-se perigosas rapidamente. Use calçado aderente na lava irregular e não recolha amostras geológicas. Leve o telemóvel carregado e, em emergência, ligue 112 indicando PRC43SMI e o último poste numerado observado.