Resíduos urbanos: Açores reduzem aterro para 18% em 2025
Açores enviaram 18% dos resíduos urbanos para aterro em 2025, abaixo da meta regional de 30%.
Os Açores encaminharam 18% dos resíduos urbanos produzidos em 2025 para aterro, segundo o Relatório Anual de Resíduos Urbanos divulgado pela Direção Regional do Ambiente e Ação Climática. O resultado fica abaixo da meta intermédia de 30% prevista para esse ano no Plano Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores.
No total, a Região produziu 153.969 toneladas de resíduos urbanos, mais 0,4% do que em 2024. A maior parte desse volume, 82%, seguiu para operações de valorização: 28% para valorização material, 29% para valorização orgânica e 25% para valorização energética.
A entrada em funcionamento da Central de Valorização Energética de São Miguel contribuiu para diminuir a dependência do aterro, mesmo sem estar ainda a operar na capacidade máxima. A recuperação de embalagens também atingiu 21.480 toneladas, equivalentes a 88,9 quilogramas por habitante, um aumento de cerca de 9% face ao ano anterior.
A taxa regional de preparação para reutilização e reciclagem subiu de 48% para 49%. Apesar da evolução, permanece abaixo da meta de 55% estabelecida pelas diretivas europeias e pelo PEPGRA 20+. Na Terceira, onde a taxa chegou aos 22%, estão em curso projetos articulados entre o Governo Regional, os municípios de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória e a TERAMB para acelerar a melhoria do sistema.
Os dados mostram progressos relevantes numa região insular, onde o tratamento e o transporte de resíduos exigem soluções próprias em cada ilha. Persistem, porém, desafios na prevenção da produção de resíduos e na recolha seletiva de biorresíduos, que ganhará importância adicional a partir de 2027 para o cumprimento das metas europeias de reciclagem.
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