Economia 17 de outubro de 2026

PIB regional cresce com trajetórias distintas entre as ilhas

São Miguel ganha expressão no PIB dos Açores, enquanto Flores e Corvo recuam em 2024. Dados provisórios revelam trajetórias económicas distintas entre ilhas.

A evolução económica dos Açores apresenta diferenças entre ilhas: São Miguel aumentou a sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) regional, enquanto Flores e Corvo registaram recuos entre 2023 e 2024. Os dados provisórios do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), noticiados pelo Açoriano Oriental, colocam a contribuição micaelense em 61,4% em 2024, face a 59% em 2021.

Em São Miguel, o PIB passou de 2581 milhões para 3532 milhões de euros nesse intervalo, uma diferença de 951 milhões. O aumento de 2,4 pontos percentuais na participação regional mostra que a ilha ganhou expressão na distribuição da atividade económica do arquipélago.

A Terceira ilustra uma evolução diferente: o seu PIB aumentou de 938,7 milhões para 1156,3 milhões de euros entre 2021 e 2024, mas a sua quota regional diminuiu de 21,5% para 20,1%. A ilha manteve a segunda maior contribuição para a economia açoriana, apesar dessa redução relativa.

Para enquadrar estes resultados, as Contas Regionais do SREA apontam para um PIB açoriano de 5753 milhões de euros em 2024. O crescimento face a 2023 foi de 7,1% em termos nominais e de 2,3% em volume, descontando o efeito dos preços. Comércio, transportes, alojamento e restauração contribuíram para a evolução positiva do valor acrescentado regional.

A leitura conjunta destes indicadores ajuda a distinguir crescimento económico de distribuição territorial: uma ilha pode produzir mais e, ainda assim, representar uma parcela menor do total regional, como aconteceu na Terceira. Para residentes, empresas e decisores públicos, os números permitem acompanhar a localização da atividade económica, mas não medem, por si só, o rendimento das famílias ou as condições de vida em cada ilha. Os resultados de 2024 permanecem provisórios.

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