Obras nos Açores entre falta de equipas e incerteza após o PRR
A falta de trabalhadores trava obras nos Açores, sobretudo fora de São Miguel. O setor receia perda de emprego após o fim do investimento do PRR.
A construção civil nos Açores enfrenta dificuldades para reunir trabalhadores suficientes e executar as obras previstas, segundo a associação representativa do setor. O problema faz-se sentir em todo o arquipélago, mas é especialmente acentuado fora de São Miguel.
A falta de equipas limita a capacidade das empresas para responder à procura e cumprir os calendários das empreitadas. A distribuição das obras por várias ilhas torna a disponibilidade de trabalhadores uma questão decisiva para quem tem projetos em curso.
Ao mesmo tempo, a associação manifesta preocupação com o período posterior ao investimento financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Apesar da atual escassez de mão de obra, receia que uma redução do volume de obras quando esse ciclo terminar possa levar à perda de postos de trabalho.
O setor enfrenta, assim, necessidades diferentes em momentos distintos: encontrar trabalhadores para executar as obras de agora e manter atividade suficiente para preservar o emprego depois do PRR. Para os Açores, a evolução desse equilíbrio terá consequências para as empresas de construção, os seus trabalhadores e os projetos que dependem da sua capacidade de execução.
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