Saúde 5 de outubro de 2026

Deslocações para IVG expõem desafios da resposta de saúde nos Açores

Em 2025, 34,2% das mulheres dos Açores que realizaram uma IVG deslocaram-se para fora da Região, segundo os dados da Direção-Geral da Saúde.

A necessidade de sair do arquipélago marcou o acesso à interrupção voluntária da gravidez (IVG) para parte das residentes nos Açores em 2025. Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde divulgados pela RTP Açores, 34,2% das mulheres residentes na Região que realizaram o procedimento fizeram-no fora dos Açores.

Esta foi a segunda maior percentagem de deslocações entre regiões de saúde em Portugal. Apenas o Alentejo apresentou um valor superior, de 49%. O indicador compara a região de residência das mulheres com aquela onde receberam os cuidados, permitindo perceber a dimensão das deslocações associadas à IVG.

Quanto à atividade hospitalar no arquipélago, a RTP Açores refere que Ponta Delgada registou 132 procedimentos em 2025 e a Horta dois. Estes números descrevem a atividade das instituições, enquanto a percentagem de deslocações diz respeito às residentes que recorreram à IVG.

Para os Açores, os resultados colocam em evidência a importância da organização dos cuidados e do acesso fora da Região. Os dados apresentados quantificam as deslocações, mas não esclarecem os motivos de cada caso nem os custos ou tempos de espera enfrentados pelas mulheres.

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