Atendimento e dimensão das equipas pesam no futuro da semana de quatro dias nos Açores
O balanço da semana de quatro dias nos serviços públicos dos Açores aponta ganhos de bem-estar, mas a continuidade do modelo ainda está em análise.
A continuidade da semana de quatro dias na Administração Pública Regional dos Açores permanece em análise, apesar do balanço positivo apresentado por Délio Borges. O responsável considera que a experiência permitiu preservar ou melhorar a produtividade e beneficiar o bem-estar dos trabalhadores. O atendimento, os turnos e as equipas pequenas continuam, porém, a colocar dificuldades à aplicação do modelo.
Os resultados apontados associam a redução do tempo de trabalho a uma melhor conciliação entre a atividade profissional e a vida pessoal. Para os trabalhadores e para quem utiliza os serviços públicos regionais, a questão central é a compatibilidade entre esses benefícios e a capacidade de resposta dos organismos. O balanço favorável não corresponde ainda a uma decisão sobre a continuidade da experiência.
Na entrevista ao Açoriano Oriental, Borges destacou mudanças nos métodos de trabalho: simplificação de processos, reuniões mais criteriosas e maior recurso a ferramentas digitais e inteligência artificial. Defendeu que estas práticas devem ser preservadas independentemente do horário que venha a ser adotado.
A reflexão abrange também o envelhecimento dos quadros e as dificuldades de recrutamento de jovens. Num arquipélago, o desafio será avaliar que soluções permitem melhorar as condições dos trabalhadores e a eficiência dos serviços, tendo em conta as diferentes funções e a dimensão das equipas.
Mais notícias
21 de outubro
Atividade sísmica prosseguiu pela madrugada após abalo sentido em três ilhas
Após o sismo de 20 de outubro, sentido em três ilhas dos Açores, o CIVISA registou quase cem réplicas de baixa magnitude. A última sentida foi às 00h12.
21 de outubro
São Miguel registou a maior intensidade do abalo
São Miguel registou a maior intensidade do sismo de 20 de outubro, também sentido na Terceira e em Santa Maria. O CIVISA detetou dezenas de réplicas.
21 de outubro
Acesso à propriedade fica pendente em contratos de habitação de 2014
Contratos de habitação assinados em 2014 continuam sem permitir a compra dos imóveis por dezenas de famílias nos Açores, segundo uma reportagem da RTP.