Ambiente 22 de setembro de 2026

Açores no centro do plano nacional contra a macroalga invasora

Programa nacional para 2026-2030 reforça a vigilância e a resposta à Rugulopteryx okamurae, já detetada em oito ilhas dos Açores, em zonas costeiras.

O Governo aprovou um programa nacional para 2026-2030 destinado a monitorizar, conter e reduzir os impactos da macroalga invasora Rugulopteryx okamurae. Nos Açores, a espécie foi identificada pela primeira vez em 2019 e já está presente em oito das nove ilhas.

O plano prevê reforço da deteção precoce através de uma base de dados georreferenciada, estações de vigilância, câmaras em áreas críticas, imagens de satélite e meios aéreos não tripulados. A resposta deverá ser ajustada a cada local, com soluções que podem incluir remoção manual ou mecânica, extração na coluna de água e barreiras de contenção ou desvio.

Segundo o Ministério do Ambiente e Energia, a erradicação deixou de ser considerada realista devido às características da espécie e à sua disseminação. A prioridade passa por travar a ocupação de novas zonas e limitar os efeitos onde a alga já se encontra instalada, incluindo através de procedimentos para transporte e armazenamento temporário da biomassa removida.

O programa inclui ainda testes de métodos de remoção sustentável, avaliação de impactos ambientais e económicos, restauro ecológico após intervenções e estudo de possíveis utilizações para a biomassa recolhida. Estão previstas ações de formação e sensibilização dirigidas a setores ligados à pesca, ao turismo e às zonas balneares.

Para os Açores, a presença da macroalga coloca desafios aos ecossistemas costeiros e a atividades dependentes do mar. Entre os efeitos apontados estão perdas nas capturas, danos em artes de pesca, menor atratividade das praias e custos adicionais para as autarquias na remoção de acumulações de biomassa.

Mais notícias