O Silêncio de Hefesto
Exposição no Arquipélago explora território, memória e catástrofe nos Açores.
Quando
25 de julho – 1 de novembro de 2026
17h00
O Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande, recebe O Silêncio de Hefesto, uma exposição de obras da Coleção de Arte Contemporânea do Estado. A inauguração está marcada para 25 de julho, às 17h, e a mostra pode ser visitada até 1 de novembro de 2026, nas salas expositivas 1 e 2.
A exposição toma Hefesto, figura associada ao fogo, aos vulcões e ao trabalho artesanal, como ponto de partida para abordar a relação dos Açores com um território moldado por fenómenos naturais. O percurso liga essa imagem às experiências de desastre, deslocação e memória que marcam o arquipélago.
Um dos eixos da mostra é a erupção dos Capelinhos, no Faial, em 1957. O acontecimento alterou profundamente a ilha e tornou-se uma referência para pensar a forma como as comunidades vivem, registam e transmitem a experiência de uma catástrofe. A exposição questiona também a ausência de som e de testemunhos da população nos registos televisivos da época.
Reunindo trabalhos produzidos entre 1957 e a atualidade, a seleção aproxima práticas artísticas distintas através da atenção à paisagem, à escuta e às condições em que certas experiências ganham visibilidade pública. A curadoria é de Vera Carmo.
A iniciativa integra a programação oficial de Ponta Delgada 2026 — Capital Portuguesa da Cultura. Para residentes e visitantes, é uma oportunidade de conhecer obras da coleção pública nacional num contexto diretamente ligado à história ambiental, social e cultural dos Açores.